16.6.10
juro!
E não é que é mesmo? Não há esterno que sele esta inevitabilidade.
10.2.10
plain song
3.1.10
postal de ano novo
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
(CDA)
Um tempo que passou, Sérgio Godinho & Chico Buarque
25.12.09
22.10.09
hoje
Aqui só estão dois, mas acrescenta-se mais um mítico Fausto Bordalo Dias e temos as três grandes lendas vivas da música portuguesa. E hoje cantam para nós. Benditos!
10.9.09
I declare that the beatles are mutants II
Como diz o MEC, e mais uns milhões de pessoas, eles vão viver para sempre.
(ri às garagalhadas quando vi isto a primeira vez. como há muito não fazia)
13.8.09
Este meu querido mês de agosto...
Pronto. Está apregoada.
Bom, que se lixe. Ninguém pode negar que a depressão é bem mais criativa.
8.6.09
4.5.09
os vivos

O José Mário Branco, assim como quase tudo o que conheço hoje de música e dos vivos, veio pela tua mão, que já é minha também, que é nossa. Veio e virá, porque tu és inesgotável e eu só espero conseguir ser sempre insaciável.
Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.Eu quero desnascer, ir-me embora, sem sequer ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim, outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe? Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viagem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...
23.4.09
6.12.08
Meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer


