12.6.08

Dolls

Em 2003 vi este filme de Kitano e pensei, na ingenuidade dos meus 21 anos: o amor existe.

Alguns anos mais tarde, revi a mesma película e concluí: a dor existe.

e existe sempre, apesar de tudo. apesar do amor, apesar da felicidade. resiste a tudo. a dor é a barata persistente que resistirá a uma catástrofe nuclear e repovoará a face do planeta num roçar de antenas.

(o facto de as personagens serem meros títeres é demasiado óbvia e demasiado reincidente neste caderno para ser comentado. no entanto, a dúvida de quem/o que titereia, mantém-se)

1 comentário:

M. disse...

dolls é um poema. é violento. é a vulnerabilidade no ecran.
tambem eu à segunda vez tive uma leitura diferente.