(hoje apetecia-me conseguir gritar assim a minha vontade. dar tudo de mim num só fôlego. e, no final, entregar os braços às asas de pássaros marítimos.)
24.4.08
João Portugal Ramos...

(este dia cheio de sol trouxe-me à pele os idos verões da faculdade, em que facilmente optava pelo caminho da praia em vez do caminho para a cidade universitária. Liberdade de escolha. Liberdade. Coisa perdida nestes dias.)
23.4.08
Cate
(Tem a graciosidade e o charme de uma estrela da golden era de hollywood. Alguns discretos defeitos que seduzem, atrevidos. Uma voz quente e grave que hipnotiza. Além de tudo, sabe de facto representar. Dá vontade de levar para casa, não dá? Sentá-la no sofá, conversar com ela, servir-lhe Vila Santa e, no final da noite, a surpresa de um segredo revelado... Com jeito, ainda sonho isto tudo hoje)22.4.08
Bolor
Que estupidez! Sou uma vítima da nostalgia, da mais bolorenta e sensaborona nostalgia.
21.4.08
Hound Dog
(às vezes apetece-me disparar, sem piedade ou cuidado, o que as pessoas realmente são. E, em vez de esperar uma incrédula resposta, oferecer a imagem curvilínea das minhas costas. You ain't no friend of mine.)
17.4.08
Livre arbítrio
The great escape - Marillion
16.4.08
Aracne
14.4.08
Para ver as meninas
(se eu encontrasse um dia a Marisa, dizia-lhe: canta esta para mim, que morrerei feliz. e morria.)
10.4.08
IV

Foto: Ana Franco/Olhares
9.4.08
Perfide Manon
Esta interpretação a mim basta-me para compreender a Brigitte, a Jane e outras tantas que se enlaçaram nos braços de Gainsbourg. Apesar de tudo.
8.4.08
IX

7.4.08
Remar
Sigo-te sem olhar para trás, sem deixar pedras a marcar o caminho. Quero que esqueçamos um possível regresso. Somos assim. Não há para onde regressar. A tua revolta é a minha ainda que com cor e gesto diferentes. A tua voz é o meu farol. Guia-me, a noite (a vida) é nossa.
19.3.08
Cativa

17.3.08
Remember me
...With you my life, my life
Has been so wonderful
I need your love
I need you to hold
All day and all night
Remember me
Don't ever forget me child
We are all only here
Just for a little while
Please, please, remember me...*
Desejar que os dias passem direitos como uma flecha apontada ao coração. Querer olhar para trás sem ser apanhado nessa fraqueza. Mas diz-me, não moramos todos sob o jugo dos mesmos quereres? A bala que disparaste ao teu futuro fez ricochete e juntou-nos. Ainda bem.
*Otis Redding by Cat Power
10.3.08
Perdoai, que eles não sabem o que fazem
Querer agarrar os dias à força de rédeas invisíveis que há muito escorregaram dos dedos.
As mãos já não semeam, plantam ou colhem, são estéreis como a pedra macia que me nasceu no peito.
Querer agora que passem cem anos num segundo, fechar os olhos com força e desejar-te aqui, agora que já não queres.
Olhei-te com tanto sangue que me esvaí a teus pés e ao teu desprezo.
Liberta-me do chão onde me deixaste entranhar. És tu a culpa e o sol que me acordam de manhã.
it doesn't matter if we all die.
A vida às vezes é filha da puta, mas essa tal puta, coitada, com tantos rebentos por esse mundo fora, não tem a culpa da vida que eles escolheram.
6.3.08
Porém, Cahit renasceu das cinzas e Sibel nunca mais se tentou suicidar.
5.3.08
Trust (does anybody these days?)
Robert Smith na sua pálida e negra criatividade existe para semear um caminho de melancolia por onde quer que passe. Lisboa com certeza não será excepção no próximo dia 8. Espero de mãos postas juntar-me à procissão dos enfermos e prevejo que os sintomas da doença se prolonguem, pelo menos, até meados do mês. Desejo as melhoras a médio prazo aos meus pares e a tumba para quem não sabe do que estou a falar. No hard feelings.
there's no-one left in the world that i can hold on to. there is really no-one left at all. there is only you.
4.3.08
Contra a parede



